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Laser e fotobiomodulação: como funcionam e qual seu papel na fisioterapia

Dr. Danilo CândidoFisioterapeuta Quiropraxista especializado em Dor e ColunaLeitura de 4 min
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O laser terapêutico é um recurso que utiliza luz em parâmetros selecionados para interagir com os tecidos. Em alguns tratamentos, você pode ver um ponto vermelho; em outros, parte da luz utilizada é infravermelha e não é visível aos nossos olhos. O procedimento costuma despertar uma dúvida simples: como uma luz pode fazer parte do cuidado da dor?

A fotobiomodulação é o nome dado ao uso dessa luz para influenciar processos biológicos. Na fisioterapia, pode ser considerada como complemento em alguns quadros musculoesqueléticos, de acordo com a condição, o equipamento e o objetivo da aplicação.

O que acontece quando a luz chega ao tecido

Componentes das células podem absorver a energia luminosa e participar de respostas de sinalização e metabolismo. Essas interações ajudam a explicar o interesse do recurso para processos relacionados à sensibilidade e à resposta dos tecidos. A aplicação precisa utilizar características de luz e quantidade de energia adequadas à situação.

É diferente de usar um laser para cortar ou remover tecidos em uma cirurgia. Nas aplicações de fotobiomodulação, a intenção é produzir efeitos biológicos sem esse tipo de corte. Em muitos protocolos de baixa intensidade, não se espera uma sensação de aquecimento forte.

Laser e LED são iguais

Laser e LED são fontes de luz com características físicas diferentes. Ambos podem ser utilizados em equipamentos de fotobiomodulação, conforme sua configuração e finalidade. A cor visível, sozinha, não informa se um aparelho ou aplicação é adequado para um problema.

O comprimento de onda, a potência, a área aplicada e o tempo de uso influenciam a quantidade e a distribuição da energia. Por isso, dois atendimentos que parecem parecidos podem utilizar parâmetros diferentes. Esses ajustes devem ser definidos por um profissional capacitado, de acordo com o equipamento e a indicação.

Em quais quadros pode fazer parte do cuidado

O recurso pode ser discutido em determinadas dores musculoesqueléticas, incluindo alguns quadros cervicais e tendinopatias. O benefício esperado depende da condição e da forma de aplicação. A avaliação procura identificar se o recurso tem uma função útil para aquele paciente e como será acompanhada sua resposta.

Uma dor localizada em um tendão exige também compreender a quantidade de esforço sobre a região e sua capacidade muscular. Uma dor cervical pode precisar de exercícios e ajustes na rotina. A luz é considerada dentro desse conjunto, de acordo com as prioridades do tratamento.

Como costuma ser a aplicação

O profissional posiciona a ponteira ou o aplicador em pontos ou áreas selecionados. O equipamento pode trabalhar em contato com a pele ou conforme outra orientação específica do fabricante e do protocolo. A região deve ser avaliada e preparada de acordo com o procedimento.

É possível não sentir quase nada durante a aplicação. Não perceber calor ou uma sensação intensa não é, por si só, um sinal de que a luz não foi emitida. Da mesma forma, aumentar a sensação ou o tempo indiscriminadamente não é uma maneira de melhorar o tratamento.

Como o laser pode ajudar na reabilitação

Quando indicado para manejo da dor, o recurso pode facilitar o conforto para os movimentos e as atividades do programa. A resposta deve ser avaliada junto com a função: se a pessoa está tolerando melhor os exercícios, dormindo com mais conforto ou realizando uma tarefa com menos dificuldade.

Exercícios e progressão de carga continuam importantes para recuperar capacidade. Em uma tendinopatia, por exemplo, fortalecer e preparar o tendão para o esforço é uma parte do plano. O acompanhamento combina os recursos necessários, sem depender apenas da aplicação do equipamento.

Quais informações precisam ser comunicadas

Informe condições de saúde em acompanhamento, gestação, histórico oncológico, alterações de sensibilidade, lesões de pele e medicamentos relevantes. Essas informações ajudam a avaliar a região e a decidir se a aplicação é apropriada. O profissional também precisa conhecer as orientações e precauções do equipamento utilizado.

A proteção dos olhos deve seguir as exigências do aparelho e do procedimento, incluindo o uso de óculos apropriados quando indicado. A luz não deve ser direcionada aos olhos. Avise se sentir desconforto inesperado durante a aplicação.

Quantas sessões são necessárias

A frequência e a continuidade são discutidas conforme o quadro e sua evolução. Não existe uma quantidade única de aplicações para toda dor ou tendão. Se o tratamento não estiver contribuindo para as metas, é necessário rever parâmetros, indicação e o restante do plano.

Você pode perguntar qual é o objetivo do recurso e como o resultado será observado. Entender a função de cada parte do atendimento ajuda a participar das escolhas e a manter os cuidados fora da sessão. Na Clínica DaCan, a fotobiomodulação pode integrar um plano individualizado, associado à recuperação do movimento e da capacidade para as atividades.

Referências científicas

  1. 1.Chow RT et al. (2009). Efficacy of low-level laser therapy in the management of neck pain: a systematic review and meta-analysis of randomised placebo or active-treatment controlled trials. The Lancet.https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19913903/
  2. 2.Tripodi N et al. (2021). The effect of low-level red and near-infrared photobiomodulation on pain and function in tendinopathy: a systematic review and meta-analysis of randomized control trials. BMC Sports Science Medicine and Rehabilitation.https://doi.org/10.1186/s13102-021-00306-z
  3. 3.Hamblin MR (2017). Mechanisms and applications of the anti-inflammatory effects of photobiomodulation. AIMS Biophysics.https://doi.org/10.3934/biophy.2017.3.337
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